4/14/2011

O 13º MÊS NÃO EXISTE

Os ingleses pagam à semana e claro, administrativamente é uma seca! Mas … diz-se que há sempre uma razão para as coisas!

Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa. Que é esta que constroi mitos paternalistas e abençoados que a malta mais pobre, estupidamente atenta e obrigada, come sem pensar!


patrão e empregado

Uma forma de desmascarar os brilhantes neo-liberais e os seus técnicos (lacaios) que recebem pensões de ouro para nos enganarem com as suas brilhantes teorias…

Fala-se que o governo pode vir a não pagar aos funcionários públicos o 13º mês.

Se o fizerem, é uma roubalheira sobre outra roubalheira.

Perguntarão porquê.

Respondo: *Porque o 13º mês não existe.*

O 13º mês é uma das mais escandalosas de todas as mentiras do sistema capitalista, e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam. Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores.

Suponhamos que você ganha € 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de € 8.400,00 por um ano de doze meses.

€ 700*12 = € 8.400,00


Em Dezembro, o generoso patrão cristão manda então pagar-lhe o conhecido 13º mês.

€ 8.400,00 + 13º mês = € 9.100,00

€ 8.400,00 (Salário anual) + € 700,00 (13º mês) = € 9.100 (Salário anual mais o 13º mês)


O trabalhador vai para casa todo feliz com o patrão.

Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer umas simples contas que aprendeu no 1º Ciclo:

Se o trabalhador recebe € 700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana € 175,00.

€ 700,00 (Salário mensal) / 4 (semanas do mês) = € 175,00 (Salário semanal)


O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos € 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será € 9.100,00.

€ 175,00 (Salário semanal) * 52 (número de semanas anuais) = € 9.100.00


O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º mês

Surpresa, surpresa ? Onde está portanto o 13º Mês?

A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse facto simples.

A resposta é que o patrão lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o patrão só paga quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.

No final do ano o generoso patrão presenteia o trabalhador com um 13º mês, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.

*Se o governo retirar o 13º mês aos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.*

Daí que, como palavra final para os trabalhadores inteligentes.

Não existe nenhum 13º mês.

O patrão apenas devolve o que sorrateiramente lhe surrupiou do salário anual.

*Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.*

4/02/2011

A tecnologia é muita, mas a capacidade de a utilizar.. talvez não seja tanta!

sócrates magalhães - Alô? Está lá? Prof. Mariano Gago? É o Zé Sócrates. Oh, pá, ajuda-me aqui. Comprei um computador… Mas não consigo entrar na Internet! Estará fechada?
- Como? Desculpa?….
- Aquilo fecha a que horas?
– Zé, meteste a password?
– Sim! Quer dizer, copiei a do Freitas.
- E não entra?
- Não, pá! – Hummm… Deixa-me ver… Qual é a password dele?
- Cinco estrelinhas (*****)…
- Oh, Zé!… Car…. Bom, deixa lá agora isso, depois eu explico-te. E o resto? Funciona?
- Também não consigo imprimir, pá! O computador diz: “Cannot find printer”! Não percebo, pá, já levantei a impressora, pu-la mesmo em frente ao monitor e o gajo sempre com a porra da mensagem, que não consegue encontrá-la, pá!

- ??????… Vamos tentar isto: desliga e torna a ligar e dá novamente ordem de impressão.
Sócrates desliga o telefone. Passados alguns minutos torna a ligar.
- Mariano, já posso dar a ordem de impressão?
- Olha lá, porque é que desligaste o telefone?
- Eh, pá! Foste tu que disseste! Estás doido ou quê?
- !?!?!!???… Dá lá a ordem de impressão, a ver se desta vez resulta.
- Dou a ordem por escrito? É um despacho normal?
- Oh, Zé… !!!… Eh, pá! esquece… Vamos fazer assim: clica no “Start” e depois…
- Mais devagar, pá, mais devagar! Não sou o Bill Gates…
- Se calhar o melhor ainda é eu passar por aí… Olha lá, e já tentaste enviar um mail?
- Eu bem queria, pá! Mas tens de me ensinar a fazer aquele circulozinho em volta do “a”.
- O circulozinho?!… Pois… Bom… Vamos voltar a tentar aquilo da impressora. Faz assim: começas por fechar todas as janelas.
- Ok, espera aí…
- Zé?… Estás aí?
- Pronto, já fechei as janelas. Queres que corra também os cortinados?
- ??#?!$!?$@&&… Senta-te, OK? Estás a ver aquela cruzinha em cima, no lado direito?
- Não tenho cá cruzes no Gabinete, pá!…
- Ai… que caralho… Zé, olha para a porra do monitor e vê se me consegues, ao menos, dizer isto: o que é que diz na parte debaixo do ecrã?
- Samsung.
- Eh, pá! Vai para o…
- Mariano?… Mariano?… Tá lá?… Olha… Caiu a chamada!

3/25/2011

Cerveja Vs. Gajas - O que é melhor? há dúvidas???

gajas e cerveja

A cerveja está sempre molhada.
A gaja precisa de estímulos para ficar molhada.
- cerveja 1 x 0 gaja

Cerveja quente é horrível.
Gaja quente é maravilhoso.
- cerveja 1 x 1 gaja

Se você ficar com um pêlo na boca ao beber cerveja, você fica com nojo.
Se for ao fazer sexo com uma gaja, não.
- cerveja 1 x 2 gaja

Quando você bebe muita cerveja, fica engraçado.
Quando come uma gaja, ela fica engraçada.
- cerveja 1 x 3 gaja

Cerveja é uma bebida fermentada que leva fungos na preparação e tem um gosto bom.
Uma gaja fermentada e com fungos é simplesmente horrível, nem dá para falar.
- cerveja 2 x 3 gaja

6 cervejas numa noitada deixam-no alegre.
6 gajas numa noite deixam-no realizado.
- cerveja 2 x 4 gaja

Se comprar e consumir muita cerveja fica barrigudo.
Se comprar e consumir muita gaja fica pobre.
- empate: cerveja 2 x 4 gaja

É normal e aceitável beber cerveja no terceiro anel do Estádio da Luz.
Você tornar-se-á uma lenda se comer uma gaja no terceiro anel do Estádio da
Luz.
- cerveja 2 x 5 gaja

Se um polícia sentir bafo de cerveja, você sopra no balão e pode ser multado.
Se ele sentir bafo de gaja, vai dar-lhe os parabéns e bater palmas.
- cerveja 2 x 6 gaja

Quanto maior a cerveja, melhor.
Quanto maior a gaja, pior.
- cerveja 3 x 6 gaja

Cerveja pode fazer você pensar que é Deus.
Gaja pode fazer você ver ou até sentir-se Deus.
- cerveja 3 x 7 gaja

Se você pensa o dia todo em cerveja, você é um alcoólico.
Se pensa o dia todo em gaja, você é um tipo normal.
- cerveja 3 x 8 gaja

Abrir uma cerveja pode dar prazer.
Abrir uma gaja dá muito mais prazer.
- cerveja 3 x 9 gaja

Se você tentar beber no seu local de trabalho, pode até ser demitido.
Se tentar comer uma gaja, pode ser acusado de assédio sexual e ir preso.
- cerveja 4 x 9 gaja

Cervejas ruins: Cergal, Carlsberg, Cristal, Cool Beer. Mas você aceita
bebê-las todas.
Gajas ruins: Teresa Guilherme, Manuela Ferreira Leite, Maria José Ritta. São
incomíveis.
- cerveja 5 x 9 gaja

Cervejas boas: Super Bock, Heineken, Tagus, Sagres. Embora você tope beber todas as que existem, boas são poucas.
Gajas boas: A lista é enorme. Embora você não tope comer todas as que
existem, boas são muitas.
- cerveja 5 x 10 gaja

Você pode perfeitamente contentar-se em beber uma só marca de cerveja.
De forma alguma você se contentará em comer sempre a mesma gaja.
- cerveja 6 x 10 gaja

Há impostos sobre a cerveja.
Não há impostos sobre a gaja.
- cerveja 6 x 11 gaja

Não importa a situação: pela cerveja você sempre paga.
Pela gaja, nem sempre.
- cerveja 6 x 12 gaja

Você pode beber a cerveja, virar as costas e ir embora. Sem ressentimentos.
Se você comer a gaja, virar as costas e for embora, você é um canalha.
- cerveja 7 x 12 gaja

Cerveja de mais pode fazer você passar muito mal.
Gaja de mais?! Gaja de mais?! Isso não existe! Gaja nunca é de mais!
- cerveja 7 x 13 gaja

Na manhã a seguir a uma noitada bebendo cerveja, você não quer nem ouvir
falar em cerveja.
Na manhã que segue uma noitada a comer uma gaja, você quer mais.
- cerveja 7 x 14 gaja

Conclusão: UMA gaja é o equivalente a DUAS cervejas…!!!

3/21/2011

Um dia, isto tinha de acontecer. Existe uma geração à rasca? Existe mais do que uma! Certamente!

adolescentes com telemoveis

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.

Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos…), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível , dinheiro no bolso . Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, … A vaquinha emagreceu, secou. Foi então que os pais ficaram à rasca.

festivais de verãoOs pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música, bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.

Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São os pais que contam os cêntimos para pagar, à rasca, as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquer_coisa_phones ou i_pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer “não”. É um “não” que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.

ignora a mãeEis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego , mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura, capacidade e competência, solidariedade e inteligência nesta geração?

Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!

Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos – e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas – ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar, nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.

Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.

Pode ser que nada/ninguém seja assim.

3/18/2011

Estava uma família à mesa a almoçar, quando os miúdos resolveram brincar com o avô e meteram-lhe um comprimido de viagra no café.

viagra

Passados uns minutos, o avô levanta-se e anuncia que precisa de ir à casa de banho. Quando regressa passados alguns minutos, tem as calças todas ensopadas…

Os miúdos intrigados com aquilo que estavam a ver, perguntaram; o que é que aconteceu, avô?

-Sinceramente não faço ideia… Quando ía pra mijar tirei a pila para fora… vi que não era a minha e voltei a pô-la para dentro…

3/15/2011

3/04/2011

O teu perfil:
Um tipo de letra pequeno revela gosto pelo detalhe. Prestas mais atenção à folha que à árvore, que é como quem diz, preferes o detalhe ao global.
Um tipo de letra irregular mostra um elevado espirito criativo. Tens dificuldade em ser entendido pelos demais e não sabes porquê. Consideram-te distraído e não entendem que tens uma necessidade de innovar e ser dinâmico.
Uma assinatura legível mostra uma forte personalidade. Não precisas de te apoiar numa imagem para te expressares a ti mesmo. A tua assinatura é um símbolo de afirmação e confiança em ti próprio.





O teu «I» maiúsculo mostra que és uma raposa. Adaptas-te às personalidades das pessoas que te rodeiam e sabes fazer com que caiam nas tuas graças. Dizes o que as pessoas querem ouvir, se bem que nem sempre o fazes por mal. Não gostas de grandes reuniões de amigos, pudera... não sabes como deves agir nesses momentos.
Um ponto mínimo sobre o "i" mostra impulsividade e exaltação. Para ti é impossível estar muito tempo no mesmo sítio. Gostas de viver rápidamente e ignoras o ritmo dos outros. És sempre o primeiro a tomar a iniciativa.
O «e» com volta curta expõe uma pessoa tolerante nos seus valores. Não costumas ter preconceitos e o seu princípio de vida é de aceitar tudo aquilo que não o afecta directamente.
Um arco fechado indica um óptimo senso comum. És sensato no que fazes e tens os pés bem assentes na terra. Evitas demasiada filosofía sobre as coisas.

2/27/2011

Resposta ao artigo “Parva da Geração Parva” do editorial do Destak da Isabel Stilwell, por Gonçalo Morgado Marques , no seu Facebook.

Artigo Original:

“Acho parvo o refrão da música dos Deolinda que diz «Eu fico a pensar, que mundo tão parvo, onde para ser escravo é preciso estudar». Porque se estudaram e são escravos, são parvos de facto. Parvos porque gastaram o dinheiro dos pais e o dos nossos impostos a estudar para não aprender nada.

Já que aprender, e aprender a um nível de ensino superior para mais, significa estar apto a reconhecer e a aproveitar os desafios e a ser capaz de dar a volta à vida.

Felizmente, os números indicam que a maioria dos licenciados não tem vontade nenhuma de andar por aí a cantarolar esta música, pela simples razão de que ganham duas vezes mais do que a média, e 80% mais do que quem tem o ensino secundário ou um curso profissional.

É claro que os jovens tiveram azar no momento em que chegaram à idade do primeiro emprego. Mas o que cantariam os pais que foram para a guerra do Ultramar na idade deles? A verdade é que a crise afecta-nos a todos e não foi inventada «para os tramar», como egocentricamente podem julgar, por isso deixem lá o papel de vítimas, que não leva a lado nenhum.

Só falta imaginarem que os recibos verdes e os contratos a termo foram criados especificamente para os escravizar, e não resultam do caos económico com que as empresas se debatem e de leis de trabalho que se viraram contra os trabalhadores.

Empolgados com o novo ‘hino’, agora propõem manifestar-se na rua, com o propósito de ‘dizer basta’. Parecem não perceber que só há uma maneira de dizer basta: passando activamente a ser parte da solução. Acreditem que estamos à espera que apliquem o que aprenderam para encontrar a saída. Bem precisamos dela.”

parva da geração parva

Imagem: DN

Vê a resposta do Gonçalo na continuação…

“Cara Isabel Stilwell,

Antes de mais espero que este a-mail a encontre bem, se é que algum dia chegará aos seus olhos. Espero que sim!

Custa-me acreditar que alguém com o seu nível possa sequer pensar em fazer um artigo com este título e teor (o artigo encontra-se transcrito no post). É ridícula a forma como pensa e a falta de informação que pelos vistos tem, porque a demonstra, nos assuntos por si abordados no mesmo.

Primeiro de tudo, vou-me identificar e situá-la um pouco, para que possa ter uma noção do porquê desta minha reacção ao seu artigo. O meu nome é Gonçalo Morgado Marques, tenho 25 anos e sou formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Lusíada (sim, uma universidade privada! Que parvo que sou por gastar tanto dinheiro em estudos!). Trabalho desde os meus 15 anos, logo já conto com 10 anos de trabalho e respectivos descontos. Habituado a fazer a vida sem depender de ninguém, cedo me apercebi que era realmente importante ingressar numa formação superior, tentando assim, com o tempo, melhorar a minha condição de vida. Com grande sacrifício pessoal e também dos meus pais, consegui fazer o curso de direito e terminá-lo nos 5 anos (duração do curso). Digo sacrifício porque ao longo de todo o meu curso não fui só um estudante, fui também um trabalhador por conta de outrem! Se não tem noção, digo-lhe já que não é tarefa nada fácil e pouco ou nada compensadora para quem aufere 750€/mês (o que já é muito bom!). Tal não é o meu espanto que quando acabo o curso e sou obrigado a fazer um estágio profissional de 2 anos (inerente à profissão de advogado em que pretendia ingressar) e me dizem que não existe nenhuma obrigatoriedade de pagamento de tal estágio, ou seja, seria um escravo (é essa a definição que tenho).

Tentei vários escritórios de advogados e havia sim os que realmente pagavam aos seus estagiários (cerca de 5%), mas as funções eram sempre as mesmas e pouco ou mesmo nada se aprendia (o estágio serve para isso mesmo, aprender!). Optei por um escritório de advogados mais pequeno em que pudesse realmente aprender qualquer coisa, mas tal como 95% dos escritórios em que fiz entrevistas, este não pagava aos estagiários. TORNEI-ME UM ESCRAVO! Ou melhor, PIOR QUE UM ESCRAVO pois pagava para trabalhar (despesas de transporte, alimentação, telemóvel, entre outras). E no meio disto tudo, como pagava essas despesas!? Com outro trabalho, que me pagava e em que tinha funções que V. Excia certamente considera “inferiores”. Ou seja, para me sustentar e sustentar o meu estágio fui forçado a ter dois Trabalhos (muita gente diria empregos, mas eu digo TRABALHO!). Certo e sabido que a energia e o ânimo para manter esta situação foi-se desvanecendo, tornando-se a mesma, com o tempo, impraticável!

Tomei uma decisão, abdiquei dos meus sonhos e EMIGREI! Hoje, estou a viver em Maputo, Moçambique, trabalho num escritório de Advogados conceituado, em que sou Consultor Senior (imagine-se em Portugal ser senior com 25 anos, IMPENSÁVEL!). Tenho a minha vida de novo nos carris e não tenciono sair daqui.

Mas eu não estou a responder a este seu artigo para falar de mim, agora que já a situei, posso passar à minha crítica às barbaridades (peço desculpa, mas não encontro outro nome para definir) que escreveu neste artigo.

Sempre me disseram que para criticarmos alguém devemos primeiro colocar-nos nos sapatos dessa pessoa. Experimentou colocar-se nos sapatos de um comum jovem português? Digo comum, referindo-me aqueles, que tal como eu, não têm pais influentes que conseguem “cunhas” e “tachos” para os filhos! Não encare isto como uma crítica a esses jovens, porque não é.. nessa posição faria talvez o mesmo… Agora coloque-se nos sapatos de um jovem comum, recém licenciado, que procura desesperadamente o primeiro emprego e tudo o que lhe oferecem são estágios de curta duração que nem remunerados são. Não pensaria na mesma linha que a Ana Bacalhau (vocalista dos Deolinda)? Eu acho que sim! E mesmo aceitando essa proposta, na esperança de: “eu vou provar as minhas capacidades e irei ficar nesta empresa”, essa esperança irá, na GRANDE maioria dos casos, sair frustada. Pois qualquer empresa prefere contratar mais um “parvo” (como refere) que irá preencher aquele lugar e a quem não terá de dar boas condições, nem mesmo pagar o que quer que seja. Já se colocou nestes sapatos?

Como directora de um meio de comunicação era inteligente da sua parte informar-se sobre os assuntos sobre os quais escreve. Sabia que em termos proporcionais, são mais os desempregados com Formação superior do que aqueles que não a têm!? Ainda acha “parvo” o refrão da música dos Deolinda? Explique-me por favor o que se aprende num curso superior que nos possa fazer dar a volta a esta situação! Como, com o que aprendemos, podemos dar a volta à precariedade laboral, à ganância de gestores e empresas, à ganância política, ao aproveitamento de quem precisa e ao “desumanismo”. Ainda digo mais, vá para uma faculdade de hoje e, SEJA ELA QUAL FOR, veja se ainda mantém esta definição de ensino superior, face à realidade que hoje se vive.. Parva é esta sua frase: “aprender a um nível de ensino superior para mais, significa estar apto a reconhecer e a aproveitar os desafios e a ser capaz de dar a volta à vida”. Acho que não está totalmente ciente da realidade social dos dias de hoje nem àquilo que se passa à sua volta… Talvez tenha ficado perdida num dos seus romances históricos sobre raínhas e princesas…. OLHE À SUA VOLTA!!!

No seu “parvo” artigo, refere que 80% dos licenciados ganham duas vezes mais do que a média (comparando com aqueles que não têm licenciatura ou formação superior). Não duvido! Mas isso aplica-se aos licenciados que realmente têm um trabalho!!! Quando se faz um comentário destes deve-se ver “a coisa” por várias perspectivas e não só por aquela que mais nos convém! É “parvo” pensar e actuar assim! É ÓBVIO que a crise afecta-nos a todos e nós não somos as vítimas exclusivas! Mas tal como todos, temos o direito a demonstrar a nossa insatisfação! Não somos vítimas! Não somos os “Coitadinhos”… Mas como sabe, e certamente melhor que eu, é difícil um jovem ser ouvido, respeitado e entendido, porque pessoas como V. Excia têm ideias pré-concebidas e pouca ou nenhuma atenção dão. PARA SE APRESENTAREM SOLUÇÕES É PRECISO QUE QUEM AS TENHA SEJA OUVIDO! Não quer soluções? Não acha que deviam partir de nós (jovens)!? então oiçam-nos!! Estão à espera que apliquemos o que aprendemos!? Como? Para isso é preciso dar oportunidade aos jovens!! Onde está essa oportunidade? No trabalho precário? No trabalho escravo!? No trabalho a recibos verdes!? Essas coisas não foram criadas para nos escravizar, mas somos nós enquanto jovens que estamos a pagar por anos e anos de má gestão das gerações anteriores. Detesto generalizações e normalmente não as faço, mas como as fez, vou seguir a sua linha de raciocínio! Se estamos nesta situação a culpa é de quem!? Nossa!? Não me vai dizer que é da economia mundial!? Também é, é um facto, mas então e os anos de má gestão por parte dos políticos que pessoas da sua idade ajudaram a eleger? Então e se não estão contentes com a situação porque não se fazem ouvir? O nosso problema enquanto jovens é a vossa herança, são os problemas que vocês e mais ninguém ajudaram a criar! Ponha-se no “nosso” lugar de “parvos” e verá a sua atitude a mudar um pouco!

Esta resposta não tenta proteger aqueles jovens que pouca ambição e vontade têm, que os há! Mas sim defender aqueles, que como eu se sentiram ofendidos com aquilo que escreve.

Por isso, e em modo de conclusão, a única “parva” aqui, já ficou definida e dá pelo nome de Isabel Stilwell. Espanta-me que ainda esteja como directora do Destak e não como Directora de um Jornal Expresso, ou diria mesmo de algum conhecido jornal internacional! Ahhh, caso não tenha percebido, estou a ser irónico! Ponha um “parvo” (leia-se jovem) no seu lugar e verá que ele fará certamente um melhor trabalho ou, no mínimo, irá abster-se de escrever artigos de opinião “parvos”!

Lanço aqui um desafio. Vá para a rua nesse dia e fale com os “parvos”… verá que não são todos tão parvos como a Sra.

Os Melhores Cumprimentos,

Gonçalo Morgado Marques

2/23/2011

Professora Despedida Por Ensinar a Masturbar

masturbaçãoTudo se passou no Brasil, em Pedro Afonso, localizada a 170 quilometros da capital de Tocantins. Heloisa Miradello, de 29 anos foi sumariamente demitida da Rede Municipal de Educação por ensinar na escola, durante aula de Ciências os aspectos conceituais e procedimentais da masturbação aos alunos do oitavo ano do Ensino Fundamental.

Segundo relatos de mães de alunos a professora utilizou uma banana para simular o procedimento masturbatório masculino, inclusive solicitando que alunos e alunas repetissem o gesto na banana, como forma de verificação de aprendizagem.

A professora apresentou recurso a Justiça solicitando sua reintegração imediata, segundo ela “as aulas sobre sexualidade estão previstas nas Directrizes Curriculares Nacionais. Eu duvido muito que meus alunos nunca bateram ‘umazinha’. Só ensinei a parte científica desta dimensão do prazer humano”.

Alguns alunos relataram que durante a demonstração prática do ato masturbatório a professora ‘brincava’ perguntando quem estava de ‘lulu duro’. Alunas ouvidas pela reportagem disseram que a professora Heloisa teria as aconselhado a quando fizerem nos namorados não apertar muito o ‘lulu’ deles, nem tomar o ‘leitinho’ por que faz mal a saúde.

O Significado Real de 11 Expressões Femininas

Quem disser que namorar é sempre um mar de rosas está a mentir! Há expressões que precisam de conhecer para evitar sarilhos maiores. Ah, bom dia dos namorados!

namorados

1 – “Chega”
Esta é a palavra que as mulheres usam para encerrar uma discussão quando elas acham que estão certas e tu tens que te calar.

2 – “5 minutos”
Se ela está a arranjar-se significa meia hora…”5 minutos” só são cinco minutos, se esse for o prazo, que ela te deu para veres futebol antes de ajudares nas tarefas domésticas.

3 – “Nada”
Esta é a calmaria antes da tempestade. Significa que ALGO está a acontecer e que deves ficar atento. Discussões que começam em “Nada” normalmente terminam em “Chega”.

4 – “Tu é que sabes”
É um desafio, não uma permissão. Ela está a desafiar-te, e nesta altura tens que saber o que ela quer… e não digas que não sabes!

5 – Suspiro ALTO
Não é realmente uma palavra, é uma declaração não-verbal que frequentemente confunde os homens. Um suspiro alto significa que ela pensa que és um idiota e que só está a perder tempo a discutir contigo sobre “Nada”.

6 – “Tudo bem!!!”
Uma das mais perigosas expressões ditas por uma mulher. “Tudo bem!!!” significa que ela quer pensar muito bem antes de decidir como e quando vais pagar na mesma moeda pelo que fizeste.

7 – “Obrigada”
Uma mulher está a agradecer, não questiones, nem desmaies. Apenas diz “de nada”. A menos que ela diga “MUITO obrigada” – isso é PURO SARCASMO e ela não está a agradecer por coisa nenhuma. Nesse caso, NÃO digas “de nada”. Isso apenas provocará o “Esquece”.

8 – “Esquece”
É uma mulher a dizer “Vai-te LIXAR!!”

9 – “Deixa estar, EU resolvo”
Outra expressão perigosa, significando que uma mulher disse várias vezes a um homem para fazer algo, mas agora está ela a fazer. Isto normalmente resulta no homem a perguntar “mas afinal o que é que queres?”. Para a resposta da mulher, consulta o ponto 3.

10 – “Sabes, estive a pensar…”
Esta expressão até parece inofensiva, mas usualmente precede os Quatro Cavaleiros do Apocalipse.

11 – “Precisamos ter uma conversa!”
Ui! Estás a 30 segundos de levar na cabeça…